terça-feira, 26 de outubro de 2010

Pensamentos III

Efêmera é a passagem, permanente é a conquista.


::: Ilderaldo Corrêa
(Outubro, Vigésimo Sexto, 2010)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Pensamento I

Postado originalmente em 2 de Outubro de 2010
Editado em 14 de Outubro de 2010

Revisão: Mali Ueno


"O Homem o é 
porque ser é preciso"



Algumas crenças a parte... Qual a necessidade do "existir"? O porquê somos ou o porquê aqui estamos? Sem entrar muito nos caminhos da metafísica, concluo que somos por necessidade, o "aqui estar" é digno de propósito, não é aleatório, tampouco está escrito com cada uma das letras e linhas.

Dizer "não", bater a porta, ignorar, gritar, xingar, contrariar, são coisas fáceis, agora tente dizer "sim", ajudar, ouvir com atenção, concordar ou manter a calma, principalmente, quando se trata de um estranho, e não apenas com a loira da capa da playboy ou o galã da novela das oito, isto é sobre o outro, o vizinho, o imigrante, o estrangeiro, é sobre o Paulista, o Carioca, o Nordestino, é sobre qualquer um que não seja você.

A questão aqui não é nem a solidariedade. Escrevo sobre respeitar a existência do outro indivíduo e se necessário auxiliá-lo.

Creio que esse precisar é a busca da melhoria contínua como um ser; a evolução em coisas como tolerância, solidariedade, humildade, compreensão, habilidades, etc.



::: Ilderaldo Corrêa
(Outubro, Segundo, 2010)

Pensamento II

"Perdoar liberta a Alma"

Algumas mágoas são difíceis de esquecer e como fantasmas nos sondam, algumas duram meses outras duram anos, mas quando estas são quebradas ocorrem nascimentos de supernovas, então sua alma está liberta.

::: Ilderaldo Corrêa
(Outubro, Décimo Quarto, 2010)

domingo, 3 de outubro de 2010

O Conceito Ma'at

"A verdade não é uma invenção moderna. Tal como a conhecemos, ela existe onde há consciência; uma está envolvida na outra. Mas de onde vem a verdade, a retidão e a justiça, e o que podemos chamar de código de ética? Parece que nossa civilização e nossa cultura têm uma dívida para com o Egito Antigo. De todas as culturas ou países conhecidos, o Egito tem os mais antigos registros históricos, remontando a mais de cinco mil anos.



Em egípcio, a palavra para "verdade" é Maat. O uso do Maat surgiu na Era das Pirâmides, iniciada por volta de 2700 a. C. No começo, Maat estava associado ao deus-sol Ra, ao faraó, à administração do país, ao homem comum, aos rituais dos templos e aos costumes mortuários.


Além disso, Maat eventualmente passou a ser associado a Osíris, o deus do outro mundo. Para os egípcios antigos, a palavra Maat significava não só verdade mas também retidão e justiça. Seu símbolo do Maat era a pluma de avestruz. A pluma, como símbolo, é encontrada em toda parte do Egito . nos túmulos e nas paredes e colunas dos templos. A pluma pretende transmitir a idéia de que "a verdade existirá". A pluma era transportada nas cerimônias egípcias, muitas vezes sobre um cajado. Ela aparece como fazendo parte do toucado da deusa.


A deusa alada Maat. Pintura mural que fica na entrada do túmulo da rainha Nefertari, esposa do faraó Ramsés II.

Para os egípcios que viviam na Era das Pirâmides, discernia-se o Maat como algo praticado pelo indivíduo. Era também uma realidade social e governamental existente, bem como uma ordem moral identificada com o governo do faraó. 


Maat era a concepção egípcia de justiça; era justiça como a ordem divina da sociedade.


Era também a ordem divina da natureza conforme estabelecida no momento da criação. O conceito tanto fazia parte da cosmologia quanto da ética.


"Se és líder e diriges os assuntos de uma multidão, esforça-te por alcançar toda virtude até que não haja mais falhas em tua natureza. Maat é bom e sua obra é duradoura."


O conceito de Maat confirma a antiga crença egípcia de que o universo é imutável, e que todos os opostos aparentes devem manter-se mutuamente num estado de equilíbrio. Ele subentende vigorosamente uma permanência; estimula o homem a esforçar-se por alcançar a virtude até que não tenha mais falhas. A harmonia e a ordem estabelecida de Maat, assim como a permanência, estão subentendidas nisso.


Um homem só teria êxito na vida, se vivesse harmoniosamente de acordo com o conceito de Maat e em sintonia com a sociedade e a natureza. A retidão produzia alegria; o contrário trazia o infortúnio. Este era um conceito profundo para os egípcios antigos, um conceito que ultrapassava o âmbito da ética, poderíamos dizer, e que na verdade afetava a existência do homem e seu relacionamento com a sociedade e a natureza. 


É claro que havia aqueles, entre os antigos egípcios, que não desejavam seguir os preceitos de Maat."


Texto editado, extraido originalmente, integralmente do site http://www.starnews2001.com.br/egypt/maat.htm

::: Ilderaldo Corrêa
(Outubro, Terceiro, 2010)