"Le mot juste" Crônicas, poemas, poesias, nanocontos, palavras e um punhado de letras, meu blog literário.
domingo, 2 de setembro de 2007
Almoço de negócios, não!
Enquanto espero que os faróis abram, observo o rosto das pessoas que cruzam a faixa de pedestres. Não sei se é o frio ou o fator de acordar cedo, mas não encontro ninguém sorrindo. Basicamente vejo caras amarradas, diferentes do meio-dia aonde, além do sorriso, vejo o riso e a descontração.
Afinal, nada como não ter de ficar em frente ao fogão e depois diante da pia encarando pratos, panelas e copos. Definitivamente adoro comer fora! O que é ainda mais prático do que o delivery, pois, você nem se dá ao trabalho de jogar as embalagens no lixo.
A pausa para o almoço é uma pequena dose diária de férias. Por isso digo... relaxe. Essa hora não foi criada para falar sobre negócios ou trabalho. Esses sessenta minutos devem ser dedicados a comentar sobre as notícias do dia anterior, os fatos da semana ou até a vida do próximo, mas, e o trabalho? Bem, esse continua lá te esperando.
Para o “workaholic” de plantão, fica o aviso: Tenha mais cuidado com o que você come do que com o que você diz! Li faz cerca de um ano (agora não me recordo onde) sobre a trágica experiência de um jovem funcionário que foi convidado para um almoço com a chefia. Na empolgação resolveu pedir lagosta. Sem habilidade necessária acabou dando um banho na mesa ao tentar quebrar aquelas patas.
Para as pessoas solitárias: fica um apelo! Parem de ocupar mesas para mais de duas pessoas! Agora um conselho: tomem outro rumo! Olhem ao redor! Aproximem-se de uma mesa para dois onde uma cadeira ainda esteja vaga e perguntem, posso me sentar aqui? Socializem-se! Tentem uma conversa inteligente ou engraçada, mas...comam antes que seu prato esfrie.
::: Ilderaldo Corrêa
(Agosto, décimo quinto, 2007)
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Um comentário:
necessario verificar:)
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