segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Órtico

Amontoados os blocos
Engendram a cidade
Da janela caverna
Sem alma vista
Finda a apoteose

Em inerte candência
Padece o oblíquo sentido
Que transverte o ser

::: Ilderaldo Corrêa
(Janeiro, décimo segundo, 2009)

Um comentário:

Anônimo disse...

Blan!
Que poema bacana! O que eu entendi é que vc está falando da cidade e da solidão tipica urbana. Viajei?
E o que eu achei é que o poema é sublime! Ritmico, simples mas de uma simplicidade que exige a leitura varias vezes até que se forme uma ideia, uma opiniao que sugira sobre o que fala o autor. Visualmente eu vejo a mesma delicadeza: Eu gosto de coisas escritas que visualmente também seguem um padrao, sabe? vc comecou com versos de 8 silabas e foi seguindo um padrao diminutivo e depois aumentativo, e o ultimo verso foge à regra, e eu achei bacana porque ele traduz o fechamento semantico também.... que é (um dos) efeitos dessa tal solidao.

(quando você lançar seus livros eu quero autógrafos personalizados!)